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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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LONDRES: É O PRINCÍPIO DO FIM PARA OS AUTOCARROS A DIESEL A CIRCULAR NA CIDADE

Mäyjo, 05.02.17

londres

Londres está empenhada em tornar-se numa cidade mais amiga do ambiente, e para isso vai apostar na renovação da frota de autocarros da capital. Com o objectivo de tornar a mobilidade londrina num exemplo de baixo impacto ambiental, vai ser lançado um autocarro com dois andares movido apenas com a energia do hidrogénio.

 

anúncio feito recentemente mostra que a cidade tem a intenção de ter a maior frota de autocarros públicos isentos de emissões de gases de estufa de toda a Europa. Pela mão do presidente da Câmara londrina, Sadiq Khan, foi tornado público que dentro em breve todos os autocarros com um andar da cidade terão zero emissões poluentes.

Conhecida pelos elevados níveis de poluição atmosférica, provocados em grande parte pelo abundante trânsito da cidade, espera-se que a medida agora divulgada consiga reduzir os níveis de poluição da capital inglesa.

Para além da mudança nos autocarros públicos, a cidade tem vindo igualmente a investir na criação de ciclovias e no apoio da mudança de táxis convencionais para veículos eléctricos.

Foto: larapci / Creative Commons

A HORA DE PONTA À VOLTA DO GLOBO

Mäyjo, 04.10.16

Estar preso no trânsito é das maiores impotências que podemos ter: a claustrofobia, sensação de não controlar o destino e, muitas vezes, o stress de chegarmos atrasado pode levar-nos a tomar decisões erradas: uma aceleração mais rápida ou tentativa de sair para outra estrada que, sabemos por senso comum, que também estará cheia de automóveis.

Todos os dias, milhões e milhões de pessoas passam pela mesma situação, no trânsito ou transportes públicos – a chamada hora de ponta. Um dos grandes desafios das cidades passa por conseguir encontrar uma forma de reduzir estes picos de trânsito e deixar a mobilidade fluir de forma normal – muitas áreas urbanas já incentivam as empresas a alterarem os horários de entrada dos funcionários ou a apostarem no teletrabalho – o que está em causa é a economia, ambiente e bem-estar de todos.

Veja algumas das horas de ponta mais interessantes de todo o mundo e, se quiser, compare-a com a sua. Provavelmente, vai sentir-se feliz por evitar os comboios sul-africanos, trânsito de Taiwan, metropolitano de Pequim ou as ruas escuras de Harare, no Zimbabué.

 

A hora de ponta 

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CIDADE FINLANDESA OFERECE €20 EM VIAGENS DE AUTOCARRO A QUEM TIVER CARTA DE CONDUÇÃO

Mäyjo, 17.03.16

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A cidade de Turku, na Finlândia, está a oferecer a quem utiliza diariamente o automóvel nas suas viagens entre casa e o emprego um acordo tentador: €20 em viagens gratuitas a todos os novos compradores de passe que tenham carta de condução.

O objectivo de Turku, a terceira maior cidade da Finlândia, é que os condutores possam perceber que existe uma forma mais rápida, descontraída e sustentável de viajar na cidade e, assim que os €20 se esgotem, possam carregar o seu passe e seguir a utilizar os transportes públicos.

Se muitos cidadãos trocarem os carros pelos transportes públicos, os constantes congestionamentos da cidade – assim como as emissões emitidas pelos automóveis – teriam uma considerável redução.

Apesar de o valor não ser particularmente relevante, a verdade é que, em Fevereiro, entre 5.000 a 10.000 condutores decidiram usufruir da proposta. E a cidade não se ficará por aqui na tentativa de reduzir o número de automóveis nas suas estradas: existirão também incentivos para os veículos que circularam fora da hora de ponta.

Segundo o City Lab, a Finlândia é hoje em dia um dos países mais inovadores no que toca às novas ideais para os transportes públicos. Muitas vezes, os decisores adoptam ideias lançadas pelos cidadãos, o que acaba por ser um incentivo para que estes continuem a pensar em novas formas de reduzir o trânsito.

A Foli, autoridade de trânsito de Turku, introduziu recentemente um pagamento via smartphone para todos os transportes públicos e vai lançar, no Outono, um novo sistema que levará os táxis até paragens de autocarro das zonas mais afastadas da cidade. O sistema permite a um táxi fazer o serviço de autocarro em zonas mais remotas, levando mais pessoas para o sistema de transportes públicos e reduzindo, efectivamente, os custos destas pessoas com os táxis – que utilizariam de qualquer forma.

Será ainda lançado um plano que unirá os cartões de transportes públicos de nove grandes cidades da Finlândia e, finalmente, todos os horários das 75.000 paragens de autocarro do país serão digitalizados e estarão acessíveis aos utilizadores, brevemente, através de uma app.

Foto: Henry Hagnäs / Creative Commons

OSLO VAI PROIBIR CARROS NO CENTRO ATÉ 2020

Mäyjo, 04.01.16

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A cidade de Oslo, na Noruega, está a preparar a mais agressiva legislação anticarros do mundo, que a levará a proibir os automóveis de circularem no seu centro até 2020. “Queremos um centro sem carros”, explicou aos jornalistas Lan Marie Berg, negociadora do Partido Verde norueguês para este assunto.

Segundo o Autoblog, este plano é aceite pelos três principais partidos da câmara de Oslo – os verdes, trabalhistas e socialistas – e transformará a cidade na primeira a banir permanentemente os carros do seu centro, uma medida que tem sido tomada, em alguns dias e horas, por algumas cidades da Europa e Estados Unidos.

Com menos carros para transportar pessoas, os governantes querem encontrar formas alternativas de movimentar os cidadãos. Está prevista a construção de mais de 55 quilómetros de ciclovias até 2019, assim como a extensão da infraestrutura de transportes públicos da capital norueguesa.

Os elétricos, autocarros e outros veículos de transporte de pessoas continuarão a poder frequentar o centro da cidade, assim como carros conduzidos por pessoas com deficiência.

A capital pretende também tornar-se num paraíso para os carros elétricos que, na verdade, já circulam em números muito interessantes. O facto de a maioria da população proprietária de carros viver na área da Grande Oslo e, paralelamente, esta distar poucos quilómetros do centro da cidade, tem levado vários noruegueses a comprar um veículo elétrico.

A nível nacional, foi feita uma proposta para que, até 2025, perto de 100% dos novos carros vendidos serem elétricos. A proposta faz parte do plano para cortar as emissões de gases com efeito de estufa em 40%, nos próximos quinze anos, em relação aos dados de 1990.

Foto: Nicolò Lazzati / Creative Commons

O congestionamento do metro de Pequim

Mäyjo, 05.12.15

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METRO DE PEQUIM: 88KM DE FILAS E EMPURRÕES EM BILHETES DE 25 CÊNTIMOS

Viajar de uma ponta à outra da extensão da rede do metro de Pequim – do subúrbio de Suzhuang ao subúrbio de Fengbo – requer cinco mudanças de linha e quase três horas, mas muito pouco dinheiro. A viagem directa mais longa passível de realizar no metro é também uma das maiores bagatelas mundiais ao nível dos transportes públicos: 88 km por apenas 25 cêntimos.

Porém, efectuar este trajecto – e são milhares de chineses que o fazem diariamente – pode ser uma tarefa hercúlea. Todas as manhãs contabilistas, lojistas, investigadores, estudantes e muitos outros profissionais entretêm-se com os seus telemóveis ao mesmo tempo que disputam o pouco espaço disponível nas carruagens. As crianças remexem as mochilas sob o olhar dos pais cansados. Utilizadores inexperientes experimentam a sua primeira viagem de metro enquanto outros transportam os mais estranhos artefactos ou alimentos, como enguias em garrafões de óleo vazios. Mas há sempre o ar condicionado para refrescar os ânimos e espalhar as fragâncias dos desodorizantes recentemente aplicados pelo meio da multidão.

“O metro é o orgulho de Pequim. É a única razão para viver nesta cidade”, conta Liu Jinchang a Tania Branigan, repórter do Guardian. Liu Jianchang é director de vendas e tem um carro, mas prefere utilizar o metro para se mover em Pequim, já que muito mais fácil e rápido do que conduzir.

A bordo existem serviços de voz e informações e as carruagens estão equipadas com televisões, onde são exibidas as notícias, programas de entretenimento e informação pública. As estações são geralmente limpas, bem iluminadas e com indicações em mandarim e inglês, mas não tão glamorosas como as de Hong Kong. As estações mais antigas são um pouco mais pobres e pouco ornamentadas. Tal reflecte o sistema político vigente na China aquando da construção das primeiras estações. Segundo as ordens de Deng Xiaoping, antigo líder comunista chinês, “as estações não devem ser construídas como as do Metro de Moscovo. Devem ser sólidas e práticas e não extravagantes”.

É sob estas condições que dez milhões de pessoas viajam diariamente no metro de Pequim. Este vídeoproduzido Guardian mostra o que é viajar neste transporte. Nos próximos seis anos e meio, a rede do metro deverá superar a extensão ocupada pelo Metro de Londres – que possui a maior extensão europeia a nível de quilómetros. Tal, significa que no futuro, o metro de Pequim transportará ainda mais pessoas e a tarefa de lá viajar será ainda mais complicada.

Recentemente, a gestão do metro instalou barreiras que guiam os utilizadores através de filas extensas, mas ordenadas, até serem revistados e poderem entrar no metro, o que piora ainda o tempo de utilização.

O maior metro do mundo

Os trabalhos de construção da primeira linha de metro em Pequim começaram só na década de 1960 e a maior parte das actuais linhas abriu portas apenas na última década. No entanto, o Metro de Pequim, com 465 km de extensão, é apenas suplantado pelo de Shangai. Em 2020, os planos de aumento da rede deverão conferir-lhe uma extensão de mais de 1.000km. A adição de 17 novas linhas fará do Metro de Pequim o maior do mundo.

Na última década, a população de Pequim aumentou meio milhão por ano, albergando actualmente cerca de 21 milhões de pessoas. Em 2020, deverá ter cerca de 25 milhões de habitantes, numa estimativa conservadora.

No entanto, apesar dos dez milhões de utilizadores diários, o metro é pontual e limpo e com poucas ocorrências de desastres. As tensões que este meio de transporte enfrenta actualmente são o reflexo do grande crescimento exponencial chinês e a falta de capacidade das grandes cidades de proporcionarem uma boa qualidade de vida aos seus habitantes.

Um metro para fins militares

O grande crescimento do sistema de metro de Pequim nas últimas décadas é explicado pelo grande crescimento populacional da cidade, que tal como outras grandes metrópoles chinesas, atrai milhares de migrantes pelas maiores oportunidades de emprego. Contudo, tanto as condições habitacionais como as de transporte não conseguem suprir as necessidades deste crescimento populacional.

Em 2006, o metro de Pequim transportava apenas 1,5 milhões de pessoas diariamente, o equivalente ao total de passageiros transportados em todo o ano de 1971. Um dos factos mais interessantes sobre o metro de Pequim é o facto de inicialmente ter sido construído para fins militares. Na sequência dos bombardeamentos aéreos dos Estados Unidos à Coreia do Norte e depois à Guerra do Vietnam, os comboios seriam utilizados, em caso de ataque, para evacuar os residentes de Pequim e dos seus subúrbios para a região montanhosa a oeste de Pequim e de lá para outras partes da China. Chegou mesmo a ser construída uma linha de teste em Lop Nor, para se saber se os túneis aguentariam um ataque com bombas nucleares.

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